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Silencie. Não torne lassas as palavras
Não as torne num emaranhado de teias:
cedo ou tarde elas o grudarão no Coliseu dos cabotinos
aprume seu cálice
prepare dentes, língua, fígado.
receba do veneno diário que
com seu livre-arbítrio escolheu
para sucedâneo das veias
desse corpo-fábrica
d’uma existência
que é nada

(A.)

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