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A vaidade oblitera a visão. Tola fui por um dia pensar estar imbuída de significados: tateava no escuro, achava que estava no coração do sol.

Foi quando me esvaziei por completo e quebrei todos os ossos da alma. Ele fez de meu corpo odre de vinho novo. Me preencheu até o bordo. 

Vivo agora em constante embriaguez na púrpura de Seu manto, no ouro de Seu olhar. Nas vinhas, nas vinhas da doçura. 

O passado pregresso às vezes bate na porta da casa que não moro mais. Bate tanto que faz desmoronar aquele mausoléu vazio, onde nem os fantasmas se atrevem perambular.

Fui salva de um jeito que homem nenhum alcança. 


(A.)

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