Céu — pássaros azuis / Oceano — peixes quimeras. A literatura em nós incide e incandesce. Entre asas e barbatanas, entre ventos e águas: na tinta azul da letra fólio.
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"Assim é o brasileiro. Tem sempre uma piada fulminante. Não temos o dinheiro, mas temos a anedota que escorre, por entre os nossos dedos como água."
Silencie. Não torne lassas as palavras Não as torne num emaranhado de teias: cedo ou tarde elas o grudarão no Coliseu dos cabotinos aprume seu cálice prepare dentes, língua, fígado. receba do veneno diário que com seu livre-arbítrio escolheu para sucedâneo das veias desse corpo-fábrica d’uma existência que é nada (A.)
A vaidade oblitera a visão. Tola fui por um dia pensar estar imbuída de significados: tateava no escuro, achava que estava no coração do sol. Foi quando me esvaziei por completo e quebrei todos os ossos da alma. Ele fez de meu corpo odre de vinho novo. Me preencheu até o bordo. Vivo agora em constante embriaguez na púrpura de Seu manto, no ouro de Seu olhar. Nas vinhas, nas vinhas da doçura. O passado pregresso às vezes bate na porta da casa que não moro mais. Bate tanto que faz desmoronar aquele mausoléu vazio, onde nem os fantasmas se atrevem perambular. Fui salva de um jeito que homem nenhum alcança. (A.)
no calor de Seu espírito existe um farol suados os homens de tez azeitonada salmodiam desatracam da cidade estrangeira não olham para trás vêm Seu filho na amurada do navio navegam, navegam em águas revoltas esperam em terra santa ancorar — lá poderão ser o sal lá estarão a salvo lá amarão o sol (A.)
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